Entrada franca!

Entre...pode entrar!!!! Vasculhe tudo!!!!! Se pelo menos durante alguns segundos você parar em algum texto para tentar compreender algo, tentar desvendar o campo semântico de alguma palavra ou até mesmo se emocionar...terei cumprido o meu papel.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

De

Cordão de ouro
Casa de alvenaria
Cama de ferro
Edredon de 300 fios
Telhado de vidro
Chuva de verão
Pão de mel
Pasta de atum
Suco de caju
Pé de moleque
Nuvem de algodão

E eu?



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Diferente

Não!
Definitivamente...
...não!

Lembro do primeiro dente que caiu
Lembro do primeiro dia na escola
Lembro da primeira nota vermelha
Lembro do almoço de ontem
Lembro da hora de entrada
Lembro da conta a ser paga
Lembro do que esqueci...
...em algum lugar...
...em algum momento.

Lembranças...
...apenas.

A saudade...
...invade,
transborda,
ignora,
chora,
sorri,
odeia,
machuca,
traduz o não dito,
anuncia o por vir.

Não!
Definitivamente...
...não!




Concretude

Saudade...                                                                      
Gosto disso.

Saudade é certeza
É manter viva a chama
É vida que segue...que foi...

Saudade é...
...concretude.
Feito
Realizado
É assim...
...particípio.

Não importa se bom ou ruim
Não importa o quando
Mas o experimentado...
...o sentido.

Me fascina quando...
...na saudade
Me deparo com pousos e decolagens
ou vezes
barco em mar aberto.

Bobo
Tolo quem acredita
Quem credita
Quem marca "X"
Na abstração da saudade.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Livre pensar

Há textos que nunca serão lidos
Há músicas que nunca serão ouvidas
Há peças que nunca serão assistidas
Há palavras que nunca serão criadas
Há vidas que nunca serão vividas
Há mortes que nunca acontecerão
Há quadros que nunca serão pintados
Há filmes que nunca serão produzidos

Mas os amores...
....ah...
...todos vividos...

Em qualquer lugar
Em qualquer estação
A qualquer tempo.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A maior invenção

Computador?
Televisor?
Transporte?
Ponte?
Cristo Redentor?
Carnê?
Celular?
Internet?
Pão integral?
Música?
E etc e tal?

Não...
...nada disso supera...
...a maior criação.

O eu-lírico.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Semiótica do amor

Hoje ensaiei...
Todo o dia ensaiei...
Tudo aquilo...
Tudo o quanto...
Tudo que qualquer mortal
precisa ouvir.

Ensaiei todas as expressões
Todas as palavras
Tudo o que traz, através da audição,
paz ao coração.

Todavia
No meu teatro
Só há um expectador
O grande expectador de meu monólogo...
...eu mesmo.
Eu me assisto e repudio a mim mesmo.
O texto em mim não se fará
E minha estreia
No teatro das falas decoradas...
...minha estreia será adiada...
...mais uma vez.

Peço-te, então, um favor
Assista-me no meu maior espetáculo
O qual estreei num tempo...
...num tempo...
Não importa o quando...
...mas é a minha maior atuação...
Eu...eu tentei...
mas sou demais pantomina..
Sou demais pantonima e o ato da fala
não se fará em mim.
Nunca me relacionei bem com elas...
...via materialização sonora.

Elas tomam meu corpo...
...habitam nele.
Tudo em mim são palavras.
Quando delas me afasto
Quando não prosódia
Sou todo palavras

Leia-me
Decifra-me
Eu...
...todo eu...
...semiótica.

Não faço poesia

Nunca fiz poesia
Poesia não é coisa que se faça
Já fiz massa de bolo
Massa de cimento
Massa de pizza
Massa de empada
Massa de pastel
Mas nunca ouvi dizer
Nunca encontrei disponível
Receita para poesia

Aliás, há uma sim...
...única.
Mas poucos se arriscam
Mas poucos tentam
Poucos experimentam

A poesia está no limite...
...no limite do que é vida...
...do que é morte...
É preciso morrer um pouco...
...e viver isso...sentir...

Mas entenda...que...
...não há 3º dia.
Não é possível.
Neste dia...
...sua alma não te pertencerá mais...